Trump reivindica para si acordo de cessar-fogo em Gaza; negociações seguem com diferentes versões sobre aprovação

Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, antecipou, nesta quarta-feira (15), em uma publicação na Truth Social, que um acordo de cessar-fogo foi alcançado na Faixa de Gaza entre Israel e Hamas, garantindo a libertação de reféns. Em sua mensagem, o republicano declarou: “Temos um acordo para os reféns no Oriente Médio. Eles serão libertados em breve. Obrigado.”

Foto: Divulgação.

O anúncio, feito antes da confirmação oficial das autoridades envolvidas nas negociações, gerou repercussão imediata. A disputa por créditos sobre a viabilização da trégua também envolve o presidente atual, Joe Biden, que se posicionou nas últimas semanas como um dos principais articuladores do acordo.

Negociações intensas para alcançar a trégua

De acordo com a agência de notícias Reuters, o cessar-fogo foi aprovado após intensos debates que contaram com a participação de mediadores do Catar, Egito, Estados Unidos, representantes israelenses e do Hamas. A primeira fase do acordo prevê um período inicial de trégua de seis semanas, durante o qual 33 reféns israelenses serão libertados em troca de prisioneiros palestinos. Também está prevista a retirada gradual das forças militares israelenses de áreas centrais de Gaza e o retorno dos palestinos deslocados para o norte do território.

Foto: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP.

A segunda fase das negociações contempla a libertação de todos os reféns restantes, um cessar-fogo permanente e a retirada completa dos soldados israelenses. Segundo o site Axios, aproximadamente 98 reféns israelenses ainda estariam vivos sob controle do Hamas.

Apesar do avanço significativo, algumas questões permanecem sem resposta. Uma das mais polêmicas é quem governará Gaza após o fim dos conflitos. Israel se opõe tanto ao retorno do Hamas quanto à Autoridade Palestina, que possui poder limitado na Cisjordânia. O primeiro-ministro palestino, Mohammad Mustafa, afirmou que a Autoridade Palestina deve ser o único órgão de governo na região, uma posição apoiada pelo Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.

Contradições nas declarações sobre a aprovação

Enquanto Trump comemorava o acordo, as declarações oficiais permaneciam divergentes. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou que o Hamas tivesse aceitado o cessar-fogo naquele momento, afirmando: “Ao contrário dos relatos, a organização terrorista Hamas ainda não respondeu ao acordo.”

Por outro lado, a agência de notícias AFP relatou que a Jihad Islâmica, grupo aliado do Hamas, já havia sinalizado aprovação. Uma fonte anônima ligada às facções palestinas informou que houve consenso entre os grupos de resistência para aceitar os termos do acordo. A Associated Press, no entanto, citou um oficial do Hamas que negou a aceitação formal, indicando que as negociações continuavam em andamento.

A expectativa é que uma coletiva de imprensa do ministro das Relações Exteriores do Catar forneça mais detalhes e confirme as informações.

Esforços diplomáticos e cenário humanitário crítico

O presidente Joe Biden mantém comunicação constante com Netanyahu e os mediadores, buscando garantir que o cessar-fogo seja implementado o mais rápido possível. A Casa Branca divulgou que Biden enfatizou a necessidade urgente de interromper os combates, libertar os reféns e aumentar a ajuda humanitária para Gaza.

Desde o início dos ataques, em 7 de outubro de 2023, mais de 46 mil pessoas morreram em Gaza, de acordo com autoridades de saúde palestinas. O enclave enfrenta destruição generalizada e uma grave crise humanitária, com grande parte da população deslocada e dependente de ajuda internacional.

As negociações avançam sob pressão para que o acordo seja concluído antes da posse de Trump, marcada para 20 de janeiro. Em um cenário de diplomacia delicada e divergências políticas, o cessar-fogo representa uma esperança frágil, mas crucial, para aliviar o sofrimento na região e evitar mais perdas humanas.

Com informações do G1.

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