O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 30 de julho, a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos da Índia, com início previsto para 1º de agosto. A medida, segundo o republicano, é uma resposta direta às compras indianas de energia e equipamentos militares da Rússia, além das barreiras comerciais consideradas excessivas impostas por Nova Délhi.

Foto: AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
Trump afirmou que, embora a Índia seja considerada uma aliada, o país mantém tarifas elevadas e barreiras não monetárias rigorosas, dificultando o comércio bilateral. Ele também destacou que a Índia é um dos maiores compradores de energia russa, ao lado da China, em um momento em que o mundo pressiona Moscou a encerrar o conflito na Ucrânia.
Além da tarifa, Trump mencionou a aplicação de uma “multa” adicional, embora não tenha especificado o valor ou os termos dessa penalidade. O presidente reforçou que o prazo para negociações com parceiros comerciais — incluindo o Brasil — não será prorrogado, classificando o dia 1º de agosto como “um grande dia para a América”.
O Brasil, por sua vez, enfrenta uma tarifa ainda mais alta: 50% sobre suas exportações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que tentou abrir diálogo com o governo norte-americano, mas não obteve retorno. Segundo assessores, Trump teria barrado pessoalmente qualquer avanço nas negociações, indicando uma postura punitiva sem justificativa econômica clara.
O governo brasileiro busca, neste momento, adiar a entrada em vigor das tarifas e, em uma segunda etapa, excluir setores estratégicos como alimentos e a Embraer do aumento tributário. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que as conversas estão em andamento e devem continuar mesmo após o início da vigência das medidas.
Com informações do G1.