Trump afirma que Brasil e América Latina precisam mais dos EUA do que o contrário

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (20) que o Brasil e a América Latina dependem mais dos EUA do que os EUA deles. A afirmação foi feita durante a assinatura de decretos no Salão Oval da Casa Branca, no início de seu novo mandato como 47º presidente do país.

Foto: Carlos Barria/Reuters.

“A relação é excelente. Eles precisam de nós, muito mais do que nós precisamos deles. Não precisamos deles. Eles precisam de nós. Todos precisam de nós”, afirmou Trump em resposta a uma pergunta da repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, sobre como seriam as relações com o presidente Lula e a América Latina.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desejou uma gestão produtiva a Trump e evitou conflitos diplomáticos: “Não queremos briga com ninguém — nem com a Venezuela, nem com os americanos, nem com a China, nem com a Índia, nem com a Rússia.”

Posse e promessas de governo
Durante a cerimônia de posse, Trump reiterou a intenção de “retomar a grandeza” dos Estados Unidos e anunciou medidas controversas:

  • Concedeu perdão a 1,5 mil envolvidos no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, prometendo sua liberação na próxima semana.
  • Retirou os EUA do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, alegando prejuízos econômicos para o país.
  • Declarou emergência na fronteira com o México, autorizando o envio de tropas para conter a imigração ilegal e prometendo expulsar todos os que entrarem de forma irregular.
  • Anunciou a renomeação do Golfo do México para “Golfo da América” e classificou cartéis mexicanos como organizações terroristas.

Trump também declarou a reversão de 79 medidas implementadas por seu antecessor, Joe Biden, e deu início a políticas protecionistas e anti-imigração, afirmando que o país entraria em uma “nova era de ouro”.

O discurso polarizador e as primeiras ações sinalizam uma gestão focada no nacionalismo econômico e em políticas restritivas que devem influenciar as relações internacionais e provocar reações em diversas nações, incluindo o Brasil.

Com informações do G1.

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