Nesta quarta-feira (9), a Terra está girando ligeiramente mais rápido em torno de seu próprio eixo, o que faz com que o dia dure 1,30 milissegundo a menos que o padrão de 24 horas. Embora imperceptível para nós — já que um piscar de olhos dura cerca de 300 milissegundos — esse fenômeno é monitorado com precisão por relógios atômicos e pode ter implicações técnicas em sistemas como GPS e redes bancárias.

Foto: Anang Santoso/Pexels
Por que isso acontece?
Segundo especialistas, a rotação da Terra não é perfeitamente constante. Ao longo de bilhões de anos, o planeta vem desacelerando, mas pequenas acelerações temporárias também ocorrem. Essas variações são causadas por fatores como:
- Movimentos do núcleo fundido da Terra
- Oscilações nos oceanos e na atmosfera
- Influência gravitacional da Lua e do Sol
- Redistribuição de massa por derretimento de geleiras e terremotos
Outras datas com dias mais curtos
Além de hoje, os dias 22 de julho e 5 de agosto também devem ser ligeiramente mais curtos:
| Data | Redução estimada |
|---|---|
| 9 de julho | 1,30 ms |
| 22 de julho | 1,38 ms |
| 5 de agosto | 1,51 ms |
Essas datas coincidem com momentos em que a Lua está mais distante da linha do Equador, reduzindo sua influência gravitacional sobre o eixo da Terra.
E se a Terra continuar acelerando?
Caso essa tendência persista, os cientistas podem precisar aplicar um “segundo bissexto negativo”, ou seja, remover um segundo dos relógios oficiais para manter a sincronização com a rotação real do planeta. Desde 1973, já foram adicionados 27 segundos bissextos positivos para compensar atrasos na rotação.
Com informações do G1.