O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início a um processo de transição para a adoção da insulina glargina, de ação prolongada e tecnologia mais avançada, em substituição à insulina NPH, utilizada há décadas e de duração intermediária. Entre fevereiro e março, o Ministério da Saúde conduz um projeto-piloto nos estados do Amapá, Paraíba e Paraná, além do Distrito Federal.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expectativa é ampliar a iniciativa para todas as unidades da federação ainda ao longo deste ano, conforme a capacidade de produção e distribuição do novo medicamento.

Nesta primeira etapa, o programa contempla crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2. A estimativa do ministério é que cerca de 50 mil pessoas sejam beneficiadas inicialmente.
Segundo Padilha, a definição do público-alvo foi acordada entre um comitê de especialistas e gestores estaduais e municipais. Com o avanço do projeto e a consolidação da produção da insulina glargina, a indicação poderá ser ampliada, incluindo um número maior de pacientes com diabetes tipo 2, condição mais prevalente no país.
Para viabilizar a mudança, profissionais da rede pública de saúde estão passando por capacitação específica, que inclui orientações sobre prescrição, aplicação e monitoramento dos pacientes. O treinamento também abrange o uso das canetas de insulina, acompanhamento clínico regular e a realização de visitas domiciliares quando necessário.