A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu alerta sobre novas mutações do vírus Influenza A (H3N2), classificadas como subclado K (J.2.4.1) e popularmente chamadas de “super gripe”. A variante já foi identificada em países da América do Norte, Europa e Ásia e, no Brasil, teve confirmação em amostras analisadas no Pará.

Foto: Freepik.
Sintomas mais comuns
A doença tem se destacado pela intensidade dos sinais clínicos, que costumam demorar a ceder mesmo com o uso de medicamentos:
- Febre alta logo no início do contágio;
- Inflamação e dor na garganta;
- Calafrios;
- Dores intensas pelo corpo;
- Cansaço extremo;
- Tosse persistente;
- Mal-estar geral;
- Vômitos e diarreia;
- Irritação nos olhos.
Crianças, idosos e pessoas com comorbidades são os grupos mais vulneráveis, com maior risco de complicações e necessidade de internação.
Possível circulação na Bahia
Embora os casos confirmados no Brasil sejam considerados importados, especialistas como o virologista Gúbio Soares alertam para a possibilidade de a variante já estar em circulação em estados como a Bahia. Ele lembra que, na Europa, até sete cepas diferentes do vírus circulam simultaneamente, provocando internações.
Risco elevado nas festas de fim de ano
O período de férias e festas de fim de ano aumenta o risco de disseminação, já que muitos brasileiros retornam do exterior e turistas estrangeiros visitam o país. A aglomeração favorece a propagação do vírus, mesmo em pleno verão brasileiro.
Vacinação e prevenção
A vacina contra a gripe que será utilizada em 2026 já está pronta, mas especialistas defendem a antecipação da campanha de imunização, priorizando idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas, pacientes com câncer e imunocomprometidos.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) reforçou a necessidade de monitoramento constante, ampliação da cobertura vacinal e preparação dos sistemas de saúde para uma possível temporada mais intensa de doenças respiratórias em 2026.
Tratamento
O manejo da doença inclui repouso, hidratação e uso de medicamentos apenas quando prescritos por profissionais de saúde. A vacinação segue como a principal estratégia para reduzir complicações e evitar sobrecarga nos serviços de saúde.
Com informações do Correio da Bahia.