A segunda visita de Estado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Reino Unido foi marcada por pompa, protestos e constrangimento. Apesar dos esforços da família real britânica para oferecer uma recepção impecável, a sombra do bilionário Jeffrey Epstein, condenado por pedofilia e morto em 2019, pairou sobre o Castelo de Windsor.

Foto: Aaron Chown/ pool via Reuters
Imagens de Epstein ao lado de Trump e do príncipe Andrew foram projetadas por nove minutos na torre do castelo na noite anterior à chegada do presidente, em ação organizada pelo grupo ativista Led by Donkeys. O gesto reacendeu questionamentos sobre os vínculos do financista com figuras públicas britânicas e americanas.
Recepção real e protestos
Trump foi recebido com desfile da guarda palaciana, carruagem dourada, gaitas de fole, tambores e espetáculo aéreo com caças britânicos e americanos. A primeira-dama, Melania Trump, também participou da cerimônia ao lado do rei Charles III e da rainha Camila.
Apesar da grandiosidade, o presidente evitou Londres para escapar de manifestações. Ele não discursará no Parlamento nem visitará Downing Street. O encontro com o primeiro-ministro Keir Starmer será realizado em Chequers, residência oficial fora da capital.
Escândalo derruba embaixador
A visita foi ofuscada pela demissão do ex-embaixador britânico nos EUA, Peter Mandelson, após revelações de correspondência mantida com Epstein, inclusive após as acusações de abuso sexual. A decisão foi tomada às vésperas da chegada de Trump, em meio à pressão política e repercussão pública.
Starmer, que esperava fortalecer o relacionamento diplomático com os EUA, viu-se envolvido no escândalo e se tornou mais uma figura atingida pelo chamado “fantasma de Epstein”.
Com informações do G1.