Romã e saúde do coração: o que a ciência já sabe

A romã, tradicionalmente associada a rituais de prosperidade no fim do ano, vem ganhando espaço também na pesquisa científica como possível aliada da saúde cardiovascular. Estudos apontam que seus polifenóis, especialmente as punicalaginas, têm ação antioxidante e anti-inflamatória, mecanismos centrais na prevenção da aterosclerose — doença que leva ao entupimento das artérias.

Foto: Divulgação.

O que já foi observado

  • Redução da pressão arterial: meta-análises de ensaios clínicos mostraram queda consistente em curto prazo entre pessoas que consumiam suco de romã diariamente.
  • Menor oxidação do LDL: revisões sistemáticas indicam que o consumo regular ajuda a reduzir o colesterol “ruim” oxidado, etapa inicial da formação de placas de gordura nos vasos.
  • Melhora da função endotelial: alguns estudos sugerem que o suco pode favorecer o revestimento interno dos vasos, melhorando o fluxo sanguíneo.

O que ainda falta

Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que não existem estudos de grande porte em humanos capazes de confirmar se esses efeitos intermediários realmente reduzem infartos, AVCs ou mortalidade. Os achados ainda são considerados preliminares e insuficientes para recomendações médicas formais.

Fruta, suco ou cápsula?

  • Fruta in natura: oferece fibras e polifenóis em equilíbrio, sendo segura para consumo cotidiano.
  • Suco concentrado: concentra antioxidantes e aparece com mais força nas pesquisas, mas contém mais açúcares livres.
  • Extratos e suplementos: não têm recomendação médica, pois faltam estudos em humanos e podem interagir com medicamentos como estatinas e anticoagulantes.

Segurança e cuidados

Consumida como fruta, a romã é considerada segura. O alerta maior recai sobre suplementos concentrados, que podem alterar o metabolismo de remédios usados por pacientes cardíacos.

Conclusão

A romã tem potencial cardiovascular, mas não deve ser vista como tratamento isolado. Ela pode ser incorporada a uma dieta saudável como coadjuvante, oferecendo benefícios modestos e complementares. Como resume a pesquisadora Maria Fernanda Naufel: “Se usada de forma contínua e dentro de um padrão alimentar saudável, pode oferecer benefícios modestos, mas reais, sobretudo para quem tem risco aumentado.

Com informações do G1.

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