Ricardo Jardim, condenado por matar a mãe, é preso por feminicídio após deixar corpo esquartejado em rodoviária de Porto Alegre

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (5), o publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, suspeito de assassinar e esquartejar sua namorada. O caso chocou o país após o torso da vítima ser encontrado dentro de uma mala em um armário da rodoviária de Porto Alegre. Uma semana antes, braços e pernas haviam sido descartados em sacos de lixo na Zona Leste da capital.

Foto: Divulgação.

O crime é tratado como feminicídio com motivação financeira. Segundo a investigação, Jardim tentou movimentar contas bancárias e utilizar cartões da vítima, uma manicure de 65 anos que morava em Porto Alegre. A polícia acredita que o assassinato ocorreu em 9 de agosto.

O delegado Mario Souza, responsável pelo caso, descreveu o suspeito como “frio, educado e extremamente inteligente”, com domínio de técnicas de corte e elevado grau de organização. A escolha dos locais e o intervalo entre os descartes indicam um plano premeditado com intenção de “afrontar a sociedade”.

Jardim já havia sido condenado em 2018 a 28 anos de prisão por matar e concretar o corpo da própria mãe, crime ocorrido em 2015. Ele cumpria pena em regime fechado, mas obteve progressão e estava foragido.

A mala com o torso ficou 12 dias na rodoviária até que funcionários, incomodados pelo forte odor, acionaram a polícia. O crânio da vítima ainda não foi localizado, e há suspeita de que o autor planejava um terceiro ato. A polícia também apura se houve coautores.

O caso reacende o debate sobre reincidência criminal e falhas no sistema de progressão de pena. A investigação segue em andamento, com o nome da vítima mantido sob sigilo.

Com informações do G1.

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