A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, trouxe novamente à tona o nome de Augusto Ferreira Lima, empresário baiano que assumiu o controle da instituição em julho de 2025. Lima tem trajetória marcada por negócios no setor financeiro e por sua proximidade com figuras políticas da Bahia.

Foto: Divulgação.
Ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal em novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero, que investigava fraudes envolvendo o Banco Master. Antes disso, ganhou notoriedade ao comprar a rede de supermercados Cesta do Povo, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Com a aquisição, passou a controlar também o Credcesta, cartão de benefícios voltado a servidores públicos, que se expandiu nacionalmente em parceria com o Banco Master.
Segundo documentos da CPMI do INSS, a ampliação do Credcesta transformou o produto em uma modalidade de crédito consignado que passou a integrar carteiras negociadas com fundos de investimento e outras instituições financeiras. Parte desses créditos, porém, não teria sido devidamente informada às autoridades ou não possuía estrutura suficiente para operar dentro das regras.
Lima também foi CEO do Banco Master e, posteriormente, adquiriu o Banco Pleno, com autorização do Banco Central em 2025. De acordo com o blog do jornalista Valdo Cruz, foi ele quem procurou o ministro Ricardo Lewandowski para contratá-lo como consultor jurídico do Banco Master, com intermediação do senador Jaques Wagner. O empresário também participou de reunião entre Daniel Vorcaro e o presidente Lula no fim de 2024.
Com a liquidação do Banco Pleno, o Banco Central apontou deterioração da situação econômico-financeira da instituição, descumprimento de normas e inobservância de determinações da autoridade reguladora. Os bens dos controladores e administradores, incluindo Augusto Lima, ficam indisponíveis até a conclusão das investigações.
Com informações do G1.