A produção científica brasileira voltou a registrar avanço em 2024 depois de dois anos consecutivos de queda. O país contabilizou 70.095 artigos científicos publicados ao longo do ano, o que representa um crescimento de 4,5% em relação a 2023, quando foram registrados 73.220 trabalhos. Os dados constam em relatório divulgado pela editora científica Elsevier, em parceria com a agência de notícias científicas Bori.
Apesar da retomada, o volume de publicações ainda permanece abaixo do recorde histórico alcançado em 2019, quando o Brasil publicou 82.440 artigos científicos. Ainda assim, o levantamento aponta um avanço estrutural ao longo das últimas duas décadas. Entre 2004 e 2024, o número de autores por milhão de habitantes saltou de 205 para 932, indicando a ampliação da base de pesquisadores no país.
As áreas de Ciências da Natureza e Medicina concentraram a maior parte das publicações, mantendo a liderança na produção científica nacional. No entanto, o relatório destaca o crescimento das Engenharias e Tecnologias, que apresentaram aumento percentual de 7,1% no número de artigos publicados.
A análise também considerou dados de 54 países com produção anual superior a 10 mil artigos científicos. Entre 2023 e 2024, quase todas as nações avaliadas registraram crescimento, com exceção de Rússia e Ucrânia. O estudo aponta ainda que países de média e baixa renda, que estão em fase de consolidação de seus sistemas de Ciência e Tecnologia, apresentaram taxas de crescimento mais elevadas do que países de alta renda, cuja produção científica já é mais estável. No período de dez anos, entre 2014 e 2024, o crescimento médio anual nesses países tende a ficar abaixo de 5%.
