Marcelo Batista, dono de um ferro-velho no bairro de Pirajá, em Salvador, e acusado de matar dois ex-funcionários, agora é investigado por tentativa de suborno a policiais penais. Detido na Cadeia Pública da capital baiana, localizada na Mata Escura, ele teria oferecido R$ 5 mil a um agente na terça-feira (14), em troca de facilidades para integrar a equipe de internos que realizam atividades laborais na unidade.

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O servidor recusou a oferta e comunicou o fato à Coordenação de Segurança. No dia seguinte, durante o trajeto para prestar esclarecimentos à direção da unidade, Marcelo teria repetido a proposta a outro agente, oferecendo novamente a mesma quantia.
Medidas administrativas e investigação
Diante da reincidência, a direção da Cadeia Pública determinou a condução do interno à Central de Flagrantes, onde ele prestou depoimento. Em seguida, foi reconduzido ao Complexo Penitenciário da Mata Escura. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou, em nota, que todas as medidas legais estão sendo adotadas para preservar a ordem e a integridade do sistema prisional. O caso segue sob investigação.
Relembre o caso
Marcelo Batista é suspeito de envolvimento no desaparecimento e morte de Paulo Daniel e Matusalém Silva, ex-funcionários do ferro-velho. Os dois desapareceram após serem acusados pelo empresário de furtar alumínio. A polícia iniciou buscas no local quatro dias depois, com apoio de cães farejadores, que indicaram a presença de Paulo Daniel na área antes do desaparecimento.
A prisão de Marcelo foi decretada após sete meses de investigação. Em janeiro, dois policiais militares também foram presos por suspeita de envolvimento no caso.
Além das acusações criminais, Marcelo responde a pelo menos nove processos trabalhistas em andamento, e outros 60 já foram arquivados. As ações envolvem denúncias de salários não pagos, horas extras, assédio sexual e tortura, supostamente cometidos dentro do estabelecimento em Pirajá.
Com informações do Correio da Bahia.