O policial militar Lázaro Alexandre Andrade, conhecido nas redes sociais como “Tchaca”, preso nesta quarta-feira (9) durante a segunda fase da Operação Falsas Promessas, já havia feito um desabafo público alertando que estaria sendo vítima de uma suposta conspiração. O vídeo foi publicado no dia 20 de março, em sua conta pessoal no Instagram.

Na gravação, Tchaca afirmou estar sendo perseguido desde novembro de 2024 e disse ter optado por não divulgar detalhes naquele momento, mas que a denúncia já havia sido registrada e enviada a pessoas de confiança e veículos de comunicação.
— “Estou passando aqui para informar a vocês que hoje eu estaria soltando o vídeo de uma denúncia de que eu venho sofrendo desde novembro. Mas parei, refleti e pensei em esperar as cenas dos próximos capítulos, porque eu não vou me curvar, não vou baixar minha cabeça para sistema sujo, corrupto nenhum”, declarou o soldado.
O PM também garantiu que, caso algo lhe acontecesse, o conteúdo seria divulgado por terceiros.
— “Se algo vier acontecer comigo, esse vídeo já está nas mãos de quem tem que estar e amanhã vai estar em alguns veículos de comunicação e nas minhas redes sociais. Não vou abaixar minha cabeça para armação falcatrua de ninguém. O certo é certo, o errado é cobrado. Eu confio na lei de Deus e acredito aqui também na lei dos homens”, completou.
Tchaca foi um dos alvos da nova fase da Operação Falsas Promessas, que investiga uma organização criminosa acusada de promover rifas ilegais online. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil em municípios da Bahia e também em São Paulo. Segundo a investigação, o policial atuava no esquema oferecendo proteção ao grupo e, em alguns casos, operando diretamente as rifas fraudulentas.