A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (13) três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), acusados de participação no assassinato do ex-delegado-geral da corporação, Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros em setembro de 2025 na Praia Grande, litoral paulista.

Foto: Divulgação.
As prisões ocorreram em São Paulo, Jundiaí e Mongaguá, durante o cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão expedidos pelo Judiciário. Os detidos são apontados como responsáveis pelo planejamento e apoio logístico da execução.
Entre os presos estão:
- Marcio Serapião de Oliveira, o “Velhote” ou “MC”, acusado de dar suporte estratégico e ocultar elementos relacionados ao crime. Foi capturado na Zona Sul da capital.
- Fernando Alberto Teixeira, o “Azul” ou “Careca”, considerado articulador da ação criminosa, preso em Jundiaí.
- Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, o “Manezinho”, apontado como responsável pela logística operacional e pela fuga dos envolvidos, detido em Mongaguá.
As investigações reuniram provas como impressões digitais em veículos usados no crime, dados extraídos de celulares e movimentações financeiras suspeitas. A polícia também identificou imóveis utilizados como pontos de apoio.
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público em novembro, o assassinato foi ordenado pelo alto escalão da facção, a chamada “sintonia geral”, como vingança pelo trabalho de Ruy Ferraz no combate ao PCC. O ex-delegado atuou por mais de quatro décadas na Polícia Civil, liderando operações contra o crime organizado e indiciando a cúpula da facção, incluindo Marcos Camacho, o Marcola, em 2006.
O MP denunciou oito pessoas por envolvimento no crime, que teria sido planejado de forma minuciosa, com vigilância da rotina da vítima, uso de imóveis de apoio, veículos roubados e armamento de uso restrito. A motivação foi considerada torpe, por se tratar de retaliação contra um agente público que enfrentava diretamente a facção.
O caso segue em investigação, com diligências em andamento para identificar outros possíveis envolvidos. O Judiciário ainda avaliará o recebimento da denúncia para dar prosseguimento à ação penal.
Com informações do G1.