O Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou nesta sexta-feira (30) que os restos mortais encontrados em uma área de mata na Ilha de Itaparica, no dia 16 de janeiro, são de Daniel Araújo Gondim, de 25 anos. O jovem estava desaparecido desde 8 de outubro de 2025, quando foi sequestrado após cobrar uma dívida de pouco mais de R$ 300 referente à venda de roupas íntimas.

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Segundo a investigação da Polícia Civil, Daniel trabalhava como vendedor ambulante e teria insistido na cobrança de duas mulheres, uma delas companheira de um integrante da facção Bonde do Maluco (BDM). A pressão pela quitação do débito teria motivado o grupo criminoso a armar uma emboscada.
No dia do desaparecimento, Daniel enviou mensagens à família pedindo transferências bancárias sob ameaça de morte. Os parentes chegaram a depositar cerca de R$ 3 mil, mas o jovem não voltou a fazer contato. Pouco depois, imagens dele com uma arma apontada para a cabeça circularam nas redes sociais.
De acordo com o delegado Leandro Mascarenhas, titular da Delegacia de Vera Cruz, uma das mulheres envolvidas recebeu o dinheiro transferido pela família e repassou ao namorado, integrante da facção. A polícia apurou que Daniel foi atraído para um encontro sob o pretexto de receber o pagamento, mas acabou levado para uma área de mata e executado a tiros.
Em dezembro, três pessoas foram presas suspeitas de participação no crime: dois irmãos, de 21 e 22 anos, e uma jovem de 18. A Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) aponta que ao menos cinco pessoas estiveram envolvidas, entre mandantes e executores. Durante as prisões, celulares foram apreendidos, incluindo um aparelho que pertencia à vítima, além de uma pistola calibre 9 mm.
A confirmação da identidade encerra meses de buscas e reforça a linha de investigação de que o sequestro e a morte do ambulante tiveram origem em uma cobrança considerada banal, mas que desencadeou a reação violenta da facção criminosa.
Com informações do Correio da Bahia.