Polícia Civil de Minas investiga sumiço de 220 armas da delegacia do Barreiro

A Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais está investigando o desaparecimento de cerca de 220 armas de fogo que estavam sob custódia da 1ª Delegacia do Barreiro, em Belo Horizonte. A descoberta ocorreu após uma abordagem de rotina em Contagem, quando policiais identificaram que uma arma apreendida com um suspeito já constava como confiscada em outra investigação.

Foto: Thiago Phillip/TV Globo

A partir da checagem do acervo, foi constatado que diversos armamentos — em sua maioria de baixo calibre e considerados obsoletos — haviam sumido. A principal suspeita é de que os desvios ocorreram ao longo dos últimos meses.

Prisão e suspeitas

Vanessa de Lima Figueiredo, servidora da delegacia, foi presa no domingo (9) sob suspeita de envolvimento no esquema. Segundo a investigação, ela teria adquirido carros de luxo e realizado procedimentos estéticos com recursos supostamente obtidos por meio da revenda ilegal das armas, possivelmente a facções criminosas.

A defesa da servidora afirma que a prisão foi desproporcional e que não há provas concretas de seu envolvimento. O advogado Lucas Furtado declarou que os vídeos anexados ao inquérito mostram apenas a servidora entrando e saindo com sua bolsa pessoal, sem evidências de transporte de armamentos.

Falta de estrutura e críticas

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol) atribui o caso à ausência de Centrais de Cadeia de Custódia no estado. Previstas no “Pacote Anticrime” de 2019, essas unidades deveriam centralizar o armazenamento de materiais apreendidos, mas ainda não foram implementadas. Segundo o sindicato, a falta dessas estruturas facilita extravios e dificulta o controle de provas.

Compromisso com a apuração

O delegado-geral Rômulo Dias afirmou que a Polícia Civil está comprometida com a transparência e o rigor na apuração dos fatos. A investigação segue em estágio avançado, e novas diligências devem ser realizadas para esclarecer o destino das armas e a possível participação de outros servidores.

O caso levanta preocupações sobre a segurança no armazenamento de armamentos apreendidos e a necessidade urgente de modernização das estruturas de custódia no estado.

Com informações do G1.

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