PM acusado de ligação com o CV solicita bônus salarial após prisão por tráfico de drogas

O policial militar de Rondônia, Roberte Paulo Aguiar Souza, condenado por envolvimento com tráfico de drogas, solicitou à Justiça um bônus salarial cerca de três meses após ser preso transportando 508 kg de cocaína. O cabo, que está foragido e responde por crimes de tráfico e associação criminosa, continua recebendo seu salário mensal de R$ 6.195,79, apesar de estar foragido desde outubro de 2023, quando fugiu da prisão.

Foto: Divulgação.

Roberte foi acusado pela Polícia Federal de fazer parte de uma organização criminosa que enviava drogas para o Comando Vermelho (CV). Ele foi alvo da Operação Puritas, deflagrada no final de 2024. Em março de 2023, Aguiar entrou com uma ação no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) para garantir o pagamento de um adicional de compensação por disponibilidade militar, criado em 2019 pelo governo Bolsonaro. Ele pedia mais de R$ 11 mil em retroativos, além do início dos pagamentos do bônus.

A Procuradoria-Geral de Rondônia avaliou que, caso o pedido fosse atendido, o impacto orçamentário seria de R$ 77,5 milhões anuais, o que foi considerado impraticável. O juiz responsável pelo caso negou o pedido de Aguiar, apontando que esse benefício se aplica apenas aos militares das Forças Armadas e não aos policiais militares de Rondônia.

Além de ser condenado por tráfico de drogas, Aguiar fugiu da prisão em outubro de 2023, onde estava detido desde janeiro daquele ano. Atualmente, ele tem dois mandados de prisão em aberto, sendo um por sua fuga e outro relacionado à Operação Puritas.

Com informações do Metrópoles.

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