Os beneficiários do Planserv, plano de saúde dos servidores estaduais da Bahia, podem enfrentar aumentos expressivos nas mensalidades a partir de 2026. A mudança foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e extingue o teto de contribuição, estabelecendo percentuais fixos sobre o salário dos usuários.

Foto: Arquivo.
O que muda na cobrança
- Percentual fixo: contribuição de 5,5% do salário a partir de 2026, subindo para 6% em 2027.
- Valor mínimo: mensalidade não poderá ser inferior a R$ 120.
- Sem teto máximo: servidores com salários mais altos podem ter reajustes superiores a 100%, chegando a 200% em alguns casos.
- Dependentes:
- Cônjuge ou companheiro(a): 50% da contribuição do titular.
- Demais dependentes: 22% da contribuição.
- Valor mínimo também aplicado aos dependentes.
Reação da AGGEB
A Associação dos Gestores Governamentais da Bahia (AGGEB) criticou a medida e alertou para o risco de migração em massa para outros planos de saúde, o que poderia comprometer o equilíbrio financeiro do Planserv. A entidade defende a manutenção de um teto de R$ 1,2 mil, já acima do atual limite de R$ 721, como forma de garantir justiça contributiva.
O presidente da AGGEB, Thiago Xavier, afirmou que a ausência de limite pode inviabilizar o plano:
“Isso pode gerar um movimento de saída do plano e inviabilizar o próprio Planserv.”
A associação estuda medidas jurídicas para tentar reverter a decisão e negocia alternativas de cobertura, como adesão ao plano da ASFEB.
Contexto financeiro
O Planserv enfrenta déficit recorrente:
- 2024: rombo de R$ 198 milhões (receita de R$ 2 bilhões e despesas de R$ 2,2 bilhões).
- 2023: déficit de R$ 147 milhões.
Para tentar equilibrar as contas, o governo também aumentará sua participação:
- 2026: contribuição sobe de 2,5% para 3,25%.
- 2027: participação estatal será de 4%.Com informações do Correio da Bahia.