O Partido Liberal (PL) demitiu Fabio Wajngarten, ex-assessor de Jair Bolsonaro, após o vazamento de conversas privadas entre ele e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. As mensagens, reveladas pelo UOL, mostram que Cid ironizou a possibilidade de Michelle Bolsonaro ser candidata à presidência, afirmando “Prefiro Lula”.

Foto: Alan Santos/PR
O conteúdo das conversas
- Cid afirmou que Michelle Bolsonaro seria “destruída” caso entrasse na política, alegando que ela teria “muita coisa suja”.
- Wajngarten concordou com Cid, dizendo que não apoiava Michelle e que acreditava que os filhos de Bolsonaro também não aprovavam seu nome para uma disputa presidencial.
- Os dois discutiram alternativas para a direita, incluindo a possibilidade de lançar um outsider evangélico, como Silas Malafaia, para disputar eleições futuras.
Reação do PL e de Bolsonaro
- A demissão de Wajngarten foi solicitada por Michelle Bolsonaro e aprovada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
- Bolsonaro minimizou o episódio, classificando as mensagens como “besteira”, mas afirmou que conversaria com Valdemar sobre o assunto.
- A decisão expôs um racha na direita, com setores do bolsonarismo divididos sobre a viabilidade de Michelle como sucessora política do ex-presidente.
Impacto político
A demissão de Wajngarten evidencia a disputa interna no PL sobre quem será o herdeiro político de Bolsonaro em 2026. Enquanto Michelle Bolsonaro é considerada uma opção dentro do clã, há resistência entre aliados e familiares do ex-presidente.
Com informações do G1.