O deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi alvo de operação da Polícia Federal e teve documentos apreendidos que indicam a preparação de um possível governo estadual. Bacellar era cotado como sucessor do governador Cláudio Castro, que deve deixar o cargo em abril para disputar vaga no Senado.

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Entre os registros encontrados, havia uma lista com nomes cogitados para compor o secretariado. O ex-procurador de Justiça Marfan Vieira aparecia como opção para a vice-governadoria. Para a Secretaria de Obras, Bacellar mencionava Douglas Ruas, atual secretário das Cidades e pré-candidato ao governo pelo PL. Na área de Segurança Pública, os nomes citados eram Rodrigo Pimentel, ex-policial e escritor, ou o ministro do Superior Tribunal de Justiça Antônio Saldanha Palheiro. Anderson Silva foi indicado para a Secretaria de Esportes.
Além de Marfan, Bacellar também cogitava como vice-governador o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, ou o ex-presidente do clube Rodolfo Landim.
Investigadores ressaltam que não há ilícito na simples elaboração de cenários políticos ou na projeção de equipe para uma eventual gestão. No entanto, os documentos passaram a ser analisados no contexto das apurações contra Bacellar, que foi indiciado por suspeita de repassar informações ao Comando Vermelho.
O plano de assumir o governo, contudo, foi interrompido após a prisão do parlamentar, inviabilizando as articulações que vinham sendo feitas para uma eventual sucessão de Cláudio Castro.
Com informações do G1.