Paralisação suspende travessia de balsas entre Porto Seguro e Arraial d’Ajuda

Os trabalhadores responsáveis pela operação das balsas que fazem a travessia entre Porto Seguro e o Litoral Sul da Bahia iniciaram, às 6h desta sexta-feira (26), uma paralisação de 24 horas. O serviço está restrito exclusivamente ao atendimento de emergências, como o deslocamento de ambulâncias, e deve ser retomado apenas às 6h de sábado (27).

Foto: Divulgação.

Impacto no transporte

Com a suspensão, veículos que seguem para Arraial d’Ajuda e Trancoso precisam utilizar rotas alternativas. O trajeto recomendado é pela BR-367 até o entroncamento de Arraial e Trancoso, seguindo pela BA-001, o que acrescenta cerca de 60 quilômetros ao percurso habitual.

Motivos da paralisação

A mobilização foi deliberada em assembleia no dia 20 de dezembro e envolve trabalhadores das concessionárias Rionave e Rio Buranhém. A categoria reivindica:

  • salário base de R$ 5.500 para mestres aquaviários;
  • salário base de R$ 3.300 para marinheiros;
  • ajustes pontuais conforme a empresa.

A contraproposta patronal, rejeitada pelos trabalhadores, previa reajuste de 6,49% retroativo a 1º de dezembro de 2025, elevando os vencimentos para R$ 4.482,53 e R$ 2.488,07, respectivamente, além de um vale-alimentação de R$ 300.

Reações oficiais

A Prefeitura de Porto Seguro informou que a gestão da travessia é responsabilidade da concessionária GTA Terminal Aquaviário SPE Ltda., cabendo a ela negociar diretamente com os colaboradores. Em nota, a administração municipal orientou moradores e turistas a utilizarem a rota rodoviária até que uma solução definitiva seja adotada.

As empresas operadoras destacaram que a greve gera transtornos em plena alta temporada, mas afirmaram manter abertura para diálogo. Segundo as companhias, o índice de reajuste oferecido supera a inflação acumulada e busca garantir a continuidade das negociações.

Situação

A paralisação ocorre em um dos períodos de maior movimento turístico na região, impactando diretamente a mobilidade de moradores e visitantes que dependem da travessia para acessar os destinos mais procurados do sul da Bahia.

Com informações do Correio da Bahia.

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