O rapper Oruam foi liberado nesta quarta-feira (26) após ser detido por abrigar um foragido da Justiça em sua casa, localizada no Joá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O cantor, que assinou um termo circunstanciado, se pronunciou brevemente sobre a situação, negando as acusações sobre seu amigo Yuri, que foi preso em sua residência. Segundo Oruam, Yuri não é traficante e a bala usada no vídeo que circulou nas redes sociais era “de borracha”.

Foto: Rafael Nascimento/g1 Rio
O rapper também afirmou que não sabia que seu amigo estava foragido e que estava tranquilo em relação à situação. “Vou voltar tranquilo para casa. O meu álbum está bombando e está do jeito que eu queria”, completou Oruam.
A prisão de Yuri Pereira Gonçalves ocorreu após investigações da polícia, que o encontraram na casa de Oruam com uma pistola 9 mm, munição e um kit-rajada. Yuri é procurado por envolvimento com uma organização criminosa. Oruam, filho de Marcinho VP, traficante preso e apontado como chefe do Comando Vermelho, é conhecido por suas conexões com o crime, o que inclui uma tatuagem em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco.
O delegado responsável pela operação, Moysés Santana Gomes, relatou que Yuri estava na casa de Oruam na noite anterior para jogar videogame. O cantor se recusou a prestar depoimento, afirmando que só falaria em juízo.
Apesar dessa prisão, Oruam não foi detido por sua prisão anterior, ocorrida na semana passada, quando foi preso por manobras perigosas na Barra da Tijuca. No entanto, ele já era investigado por disparo de arma de fogo em São Paulo, onde atirou de forma imprudente em um condomínio no final do ano passado, colocando em risco várias pessoas. A presença de Yuri na mansão de Oruam resultou na acusação de favorecimento pessoal, que consiste em ajudar alguém a fugir da polícia.
O caso também está ligado a uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que cumpriu mandados de busca e apreensão contra Oruam e sua mãe, Márcia Nepomuceno, com base em uma denúncia de disparo de arma de fogo ocorrido em um condomínio em Igaratá (SP) no mês de dezembro.
Com informações do G1.