Onça-pintada capturada no Pantanal não será reintroduzida à natureza

A onça-pintada capturada na região onde o caseiro Jorge Avalo, de 60 anos, foi atacado e morto no Pantanal, não deve retornar ao seu habitat natural. O animal, um macho de cerca de nove anos, está no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), em Campo Grande, para exames que confirmarão se foi o responsável pelo ataque.

Foto: Saul Schramm/Secom

Decisão do ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que o felino será mantido provisoriamente no Cras para avaliações clínicas e comportamentais. Após os exames, ele será encaminhado a uma instituição autorizada e integrado ao Programa de Manejo Populacional da Onça-Pintada.

Contexto do ataque

  • Prática de ceva: A onça apresentava comportamento de alta habituação ao ser humano, possivelmente devido à prática de alimentação irregular por moradores e turistas, conhecida como ceva.
  • Riscos ambientais: Especialistas alertam que essa prática altera o comportamento natural dos animais, aumentando o risco de ataques e prejudicando o ecossistema.

Caso Jorge Avalo

O caseiro foi atacado no dia 21 de abril, enquanto trabalhava em um pesqueiro. Pegadas e partes do corpo foram encontradas próximas ao local. A captura do felino foi realizada dois dias após o ataque, com o apoio de 10 policiais e armadilhas instaladas pela Polícia Militar Ambiental.

Com informações do G1.

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