A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quarta-feira (24) que não existem evidências científicas conclusivas que liguem o uso de paracetamol durante a gravidez ao autismo. A declaração foi feita em resposta a uma fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que relacionou o medicamento — comercializado como Tylenol — ao transtorno do espectro autista em pronunciamento ao lado de Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde e conhecido por defender teorias conspiratórias.

Foto: Divulgação.
O Tylenol é um dos analgésicos mais utilizados no mundo e é considerado seguro para gestantes, sendo uma alternativa ao ibuprofeno, que não é recomendado durante a gravidez.
Podcast “O Assunto” discute o tema
No episódio #1563 do podcast O Assunto, a jornalista Natuza Nery conversa com a farmacêutica Laura Marise, doutora em biociências e biotecnologia pela Unesp, que alerta para os perigos da desinformação e explica o que os estudos realmente dizem sobre o uso do paracetamol e o aumento dos diagnósticos de autismo.
Em seguida, o médico Romulo Negrini, vice-presidente da comissão de parto da Febrasgo e coordenador de Obstetrícia do Hospital Albert Einstein, reforça que o medicamento é seguro quando usado sob orientação médica e destaca a importância de acompanhamento profissional durante a gestação.
O que você precisa saber
- A OMS afirma que não há relação comprovada entre paracetamol na gravidez e autismo
- Especialistas recomendam cautela e orientação médica no uso de qualquer medicamento durante a gestação
- O podcast O Assunto está disponível nas principais plataformas de áudio e no YouTube
Com informações do G1.