“O Agente Secreto”: vencedor do Globo de Ouro foi financiado com recursos públicos e privados

Após conquistar dois prêmios inéditos no Globo de Ouro 2026 — Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama para Wagner Moura — o longa brasileiro “O Agente Secreto” passou a despertar curiosidade sobre sua forma de financiamento. Com orçamento de aproximadamente R$ 28 milhões, o filme não utilizou recursos da Lei Rouanet.

Foto: Divulgação.

Dirigido e roteirizado por Kleber Mendonça Filho, o projeto recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), administrado pela Ancine com apoio do Ministério da Cultura. O restante do valor foi obtido por meio de investimentos privados, consolidando uma estrutura de financiamento híbrida.

A Lei Federal de Incentivo à Cultura não foi aplicada porque o mecanismo contempla apenas obras audiovisuais de curta e média metragem. Longas-metragens, como “O Agente Secreto”, com 2 horas e 40 minutos de duração, não se enquadram nas regras.

Ambientado nos anos 1970, o filme acompanha a trajetória de um professor universitário que tenta escapar de seu passado durante a ditadura militar, mudando-se de São Paulo para Recife, mas acaba descobrindo que está sendo espionado.

A vitória encerrou um intervalo de 27 anos sem conquistas brasileiras na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e marcou a primeira vez que o país venceu duas categorias na mesma edição. Além disso, Wagner Moura tornou-se o primeiro ator brasileiro a receber o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama, consolidando o impacto internacional da produção.

Com informações do Correio da Bahia.

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