Novos documentos do caso Jeffrey Epstein citam elo com o Brasil

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelaram novas informações sobre o caso do bilionário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019. Entre os materiais liberados, que incluem milhares de páginas de investigações conduzidas pelo FBI, aparece a menção a um “grande grupo brasileiro” em anotações manuscritas de uma entrevista realizada em maio de 2019.

Foto: Divulgação.

Menções ao Brasil nos arquivos

Segundo os registros, o Brasil surge em diferentes contextos:

  • Anotações falam em “amigos de amigos” e em um “grande grupo brasileiro”.
  • Há referência a uma modelo que “acabou de vir do Brasil” e que teria chamado a atenção de Epstein.
  • Documentos citam ainda uma “festa brasileira” e um “desfile brasileiro”, embora os nomes e locais estejam ocultados por tarjas.
  • Em outro trecho, aparece a expressão “retorno ao Brasil”, sem detalhes adicionais.

Os relatos também descrevem critérios impostos por Epstein sobre as meninas que lhe eram apresentadas, incluindo preferência por menores de idade e rejeição a determinadas características físicas.

Jean-Luc Brunel e o Brasil

Além das menções nos documentos, o elo brasileiro já havia aparecido em reportagens anteriores envolvendo Jean-Luc Brunel, ex-agente de modelos francês e parceiro de Epstein. Brunel esteve no Brasil em 2019, visitando agências em Brasília e outras cidades, em busca de jovens para levar aos Estados Unidos.

Ele foi acusado de tráfico de mulheres e meninas, além de estupro e assédio sexual, e acabou preso na França em 2020. Em 2022, foi encontrado morto em sua cela em Paris. Brunel era cofundador da Karin Models e da MC2 Models Management, agência financiada por Epstein.

Repercussão no Brasil

A agência Mega Model Brasília chegou a divulgar fotos e vídeos da visita de Brunel em 2019, afirmando que ele esteve no local para conhecer a estrutura e realizar um casting. O diretor da agência, Nivaldo Leite, declarou posteriormente que não houve qualquer parceria ou envio de modelos ao exterior e que não conhecia Brunel ou Epstein.

Questionado pela imprensa, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Itamaraty informaram que eventuais investigações caberiam à Polícia Federal, que não comenta casos em andamento.

Conclusão

As novas revelações reforçam a presença do Brasil nos arquivos relacionados a Epstein, seja por meio de menções diretas em depoimentos ao FBI ou pela atuação de parceiros como Jean-Luc Brunel. Embora os documentos tragam informações fragmentadas e em grande parte censuradas, eles ampliam o alcance internacional das investigações e mantêm o país no radar das conexões ligadas ao caso.

Com informações do G1.

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