Netanyahu reafirma ofensiva em Gaza e rejeita Estado Palestino em discurso na ONU; delegações se retiram em protesto

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, sob forte protesto internacional. Em uma fala de mais de 40 minutos, ele afirmou que Israel continuará atacando a Faixa de Gaza até “terminar o trabalho” e voltou a rejeitar a criação de um Estado Palestino, mesmo diante da crescente onda de reconhecimentos por parte de países ocidentais.

Foto: Divulgação.

Antes mesmo do início do discurso, diversas delegações se retiraram do plenário em sinal de boicote, incluindo a comitiva brasileira, que repetiu o gesto feito no ano anterior. Os diplomatas do Brasil trajavam o keffiyeh, lenço tradicional palestino, como símbolo de solidariedade.

Netanyahu negou que o Exército israelense esteja matando civis ou provocando fome em Gaza, onde mais de 65 mil pessoas já morreram desde o início da guerra, em outubro de 2023. Ele culpou o Hamas pela crise humanitária e exigiu que o grupo entregue suas armas.

Durante a fala, o premiê exibiu um mapa do Oriente Médio com áreas riscadas, alegando que Israel eliminou ameaças em países como Síria, Iêmen e Irã. Ele também afirmou que o Irã prepara mísseis balísticos com potencial de atingir Israel e os Estados Unidos.

O discurso ocorreu em meio a manifestações nas ruas de Nova York e foi transmitido por alto-falantes instalados por tropas israelenses na Cidade de Gaza. Netanyahu se dirigiu diretamente aos reféns em hebraico, prometendo trazê-los de volta.

A fala provocou reações intensas, com aplausos de alguns convidados e críticas de líderes internacionais. Atualmente, 144 dos 193 países membros da ONU reconhecem oficialmente o Estado Palestino. Netanyahu, no entanto, comparou essa possibilidade a “dar um Estado à Al-Qaeda a um quilômetro de Nova York”.

A guerra entre Israel e Hamas teve início em 7 de outubro de 2023, após um ataque do grupo palestino ao sul de Israel que deixou 1.200 mortos e centenas de sequestrados. Desde então, o conflito se intensificou, gerando uma crise humanitária sem precedentes na região.

Com informações do G1.

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