Navios de guerra dos EUA se aproximam da Venezuela e aumentam tensão diplomática no Caribe

A chegada de sete navios de guerra e um submarino nuclear dos Estados Unidos ao sul do Caribe, próximo à costa da Venezuela, elevou o clima de tensão na região. Segundo autoridades norte-americanas ouvidas pela agência Reuters, a operação tem como objetivo oficial o combate ao tráfico internacional de drogas. No entanto, o governo venezuelano classificou a movimentação como uma “campanha terrorista” e acionou a Organização das Nações Unidas (ONU).

Foto: Sargento Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos.

A frota inclui embarcações como o USS San Antonio, USS Iwo Jima e USS Fort Lauderdale, transportando cerca de 4.500 militares, sendo 2.200 fuzileiros navais. Além disso, aviões espiões P-8 têm sobrevoado a área para coleta de informações. Fontes ligadas à operação afirmam que todas as ações estão sendo realizadas em águas internacionais.

O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, se reuniu com o secretário-geral António Guterres e acusou os EUA de preparar uma intervenção militar disfarçada. “É uma operação massiva de propaganda para justificar o que os especialistas chamam de ação cinética”, declarou.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou comentar diretamente sobre possíveis ações militares, mas reiterou que Nicolás Maduro não é reconhecido como presidente legítimo pelos EUA. Ela também afirmou que o ex-presidente Donald Trump está disposto a usar “todos os elementos da força americana” para combater o narcotráfico e responsabilizar os envolvidos.

Apesar das acusações, o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 da ONU indica que as principais substâncias consumidas nos EUA não têm origem na Venezuela, o que levanta questionamentos sobre a justificativa da operação.

Maduro, por sua vez, respondeu com medidas militares. O presidente venezuelano mobilizou 4,5 milhões de milicianos e enviou 15 mil soldados à fronteira com a Colômbia. Em discurso, afirmou: “Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”.

A Venezuela também enviou um documento à ONU classificando a ação dos EUA como uma “grave ameaça à paz e à segurança regional”. Enquanto isso, países como Argentina, Equador, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago declararam apoio à ação norte-americana e reconheceram o Cartel de los Soles — supostamente liderado por Maduro — como organização terrorista internacional.

A escalada militar e diplomática reacende preocupações sobre estabilidade regional e o papel das instituições internacionais na mediação de conflitos. A situação segue em monitoramento por organismos multilaterais.

Com informações do G1.

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