A empresária Edna de Almeida Silva viveu momentos dramáticos durante a enchente que atingiu a cidade de Ubá, em Minas Gerais. Sem saber nadar e arrastada pela correnteza que invadiu sua casa na madrugada, ela conseguiu se agarrar a um poste e permaneceu presa à estrutura por cerca de três horas, até ser resgatada por vizinhos.

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Segundo relatos, Edna estava em casa com o marido e o filho quando a água subiu rapidamente, derrubando móveis e impedindo a saída da família. A empresária contou que foi lançada para fora da residência e, em meio à escuridão, conseguiu se segurar ao poste. Durante o tempo em que ficou agarrada, precisou escalar partes da estrutura para manter a cabeça fora d’água, enquanto gritava por socorro.
Em entrevista, ela relatou o desespero: “Ouvi um estrondo e a água me derrubou. Fiquei submersa, e não sei nadar. Só tampei meu nariz com o dedo e pedi a Deus para não deixar eu morrer afogada, e salvar meu filho e marido.”
Enquanto o filho conseguiu se proteger em uma grade, o marido, Luciano, foi levado pela correnteza e continua desaparecido. A empresária sofreu hematomas e dores pelo corpo, mas não teve ferimentos graves. Após o resgate, foi acolhida por vizinhos, que lhe ofereceram roupas e abrigo.
Ao amanhecer, Edna constatou que sua casa havia desabado e que o restaurante onde trabalhava, fonte de sustento para ela e outras famílias, também foi destruído. Além da perda material, a empresária enfrenta a angústia pela ausência do marido.
As enchentes em Ubá e cidades vizinhas ocorreram após chuvas acima da média histórica, levando autoridades a ativar planos de contingência. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil seguem em busca de desaparecidos e trabalham para minimizar os impactos da tragédia.
Esse episódio evidencia a força devastadora dos temporais e a vulnerabilidade das comunidades diante de eventos extremos, que têm se tornado cada vez mais frequentes em Minas Gerais.
Com informações do Correio da Bahia.