Debora Cristina da Silva Damasceno, de 42 anos, foi presa por engano no domingo (16) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, após procurar a delegacia para denunciar o marido por agressão e pedir medidas protetivas. Ela passou três dias na cadeia, sendo liberada apenas nesta terça-feira (18), quando a Justiça reconheceu o erro.

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A confusão ocorreu devido à semelhança dos nomes de Debora e de uma mulher procurada pela Justiça de Minas Gerais, envolvida em tráfico de drogas. Embora os nomes fossem parecidos, a mulher procurada tem 34 anos, não possui o sobrenome “da Silva” e é natural de Belo Horizonte, enquanto Debora nunca havia viajado para lá.
A própria Debora relatou o desespero ao ser presa enquanto estava machucada, dizendo que “ninguém espera que vai à delegacia dar uma queixa e sai algemada.” A situação causou angústia em sua família, especialmente em seu filho, que ficou indignado com a falha da Justiça.
Durante a audiência de custódia, a Justiça mineira reconheceu o erro e determinou a soltura de Debora. O juiz responsável, Alex Quaresma Ravache, detalhou que o mandado de prisão foi expedido por engano, com um erro no nome, e encaminhou a documentação para corrigir a falha.
Apesar do reconhecimento do erro, Debora ficou presa até o final da tarde de terça-feira devido aos procedimentos burocráticos. A Polícia Civil afirmou que apenas cumpriu o mandado que estava registrado no sistema e que a investigação sobre a agressão sofrida por Debora segue em andamento, com medidas protetivas solicitadas.
A situação gerou grande repercussão, destacando a falha na checagem de informações e o impacto emocional causado pelo engano.
Com informações do G1.