Motta: 8/1 não foi tentativa de golpe e há ‘desequilíbrio’ nas penas para envolvidos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (7) que os ataques golpistas de 8 de janeiro foram uma “agressão inimaginável” às instituições, mas não podem ser classificados como uma tentativa de golpe de estado.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Em entrevista a uma rádio da Paraíba, Motta explicou que um golpe de estado deve ter um líder e apoio de outras instituições, como as Forças Armadas, o que não ocorreu no episódio. “Ali foram vândalos, baderneiros que queriam, com a inconformidade com o resultado da eleição, demonstrar sua revolta”, afirmou.

Uma pesquisa da Datafolha de 2024 mostrou que a maioria dos brasileiros, 65%, considerou os atos de vandalismo, enquanto apenas 30% os classificaram como uma tentativa de golpe de Estado.

Motta também mencionou que há um “desequilíbrio” nas penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos, ressaltando que, embora seja necessário punir os responsáveis pela depredação, é preciso evitar punições excessivas. “Não pode penalizar uma senhora que passou ali na frente do palácio, não fez nada, não jogou uma pedra e receber 17 anos de pena para regime fechado”, disse.

O tema da anistia aos condenados pelos ataques tem gerado discussões intensas entre o Judiciário e o Executivo. Motta afirmou que irá tratar do assunto com “cuidado” e está buscando diálogo com o Judiciário para “encontrar uma saída” para o projeto de lei.

Eleito presidente da Câmara no último sábado (1º), Motta recebeu apoio de partidos de diversas correntes, incluindo o PT de Lula e o PL de Jair Bolsonaro.

Com informações do Bahia.Ba.

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