A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, chefe do cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), provocou uma série de ataques violentos no México. Segundo o governo, 25 membros da Guarda Nacional foram mortos em seis ações distintas no estado de Jalisco, além de um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público estadual e uma mulher não identificada.

Foto: ULISES RUIZ / AFP
As autoridades mexicanas informaram que cerca de 34 suspeitos ligados ao crime organizado também foram mortos em confrontos, enquanto 70 pessoas foram presas em sete estados. O secretário de Segurança, Omar García Harfuch, afirmou que o país monitora possíveis reações e tentativas de reorganização do cartel.
El Mencho, considerado o narcotraficante mais procurado do México, morreu durante uma operação militar em Tapalpa, Jalisco, no domingo (22). Ex-policial, ele comandava há anos um dos cartéis mais violentos e influentes do país, rival direto do cartel de Sinaloa. Os EUA chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura.
Após a operação, foram apreendidos veículos blindados e armas pesadas, incluindo lançadores de foguetes. Três militares ficaram feridos. A presidente Claudia Sheinbaum declarou estado de alerta, com escolas fechadas em oito estados, e garantiu que não há mais bloqueios nas estradas, embora no domingo tenham sido registrados 229 pontos de interdição.
Nos EUA, o governo comemorou a morte de El Mencho. O subsecretário de Estado Christopher Landau classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”. Já o presidente Donald Trump afirmou que o México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis.
A morte de El Mencho marca um ponto crítico na luta contra o crime organizado no México, mas também expõe o risco de novos ciclos de violência diante da disputa pelo comando do CJNG.
Com informações do G1.