Quase cinco meses após a morte do soldado Wenderson Nunes Otávio, de 19 anos, dentro de um alojamento militar no Rio de Janeiro, a família ainda busca respostas sobre o que realmente aconteceu.

Foto: Divulgação.
O caso
No dia 15 de janeiro de 2025, Wenderson foi encontrado com um tiro na cabeça dentro do 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista. Inicialmente, o Exército informou aos pais que o jovem havia sofrido um acidente, mas depois afirmou que ele teria cometido suicídio.
A família contesta essa versão, alegando que Wenderson não apresentava sinais de depressão ou intenção de tirar a própria vida. “Isso é impossível, eu conheço o meu filho, quero saber a verdade”, disse o pai, Adilson Firmino Rosa.
O que diz a perícia?
O inquérito militar ouviu três colegas de alojamento, que afirmaram que Wenderson estava com problemas no relacionamento e teria atirado em si mesmo. No entanto, a perícia técnica revelou inconsistências nessa versão:
- O disparo foi feito a mais de um metro de distância e de cima para baixo, atingindo a lateral da cabeça.
- Não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos da vítima ou dos colegas.
- A arma pertencia ao soldado Jonas Gomes Figueira, vizinho e amigo de Wenderson.
Legista descarta suicídio
O médico legista Dr. Luiz Carlos Prestes, que analisou o relatório pericial, afirmou que não há indícios de disparo a curta distância, o que descarta a hipótese de suicídio.
Próximos passos
A investigação segue sob segredo de justiça, sob responsabilidade do Ministério Público Militar. A família continua exigindo esclarecimentos sobre o caso, enquanto o Exército afirma que prestou apoio psicológico e médico aos familiares.
O mistério sobre a morte do soldado Wenderson Otávio permanece, e novas análises podem ser fundamentais para esclarecer o que realmente aconteceu dentro do alojamento militar.
Com informações do G1.