O Ministério do Esporte reafirmou que o combate ao racismo é uma prioridade, em resposta ao Ministério Público Federal (MPF), que instaurou um inquérito civil sobre o caso de racismo contra o jogador Luighi Hanri Souza Santos, do Palmeiras. O atleta de 20 anos foi alvo de gestos racistas por parte de torcedores do Cerro Porteño durante uma partida pela Libertadores sub-20, no Paraguai, em 6 de março.

Foto: Fabio Menotti/Palmeiras
Em sua nota, o Ministério do Esporte manifestou apoio à iniciativa do MPF e destacou a campanha “Cadeiras Vazias – um movimento de ocupação pela paz no futebol”, que visa combater a violência e o preconceito, incluindo o racismo. A campanha obteve adesão de diversos clubes, federações, confederações e outros órgãos ligados ao esporte.
Além disso, o ministério propôs uma alteração na Lei Geral do Esporte, sugerindo que clubes, federações e confederações adotem medidas práticas para combater o racismo. A proposta visa a sanção de entidades que não cumprirem tais medidas, impedindo-as de receber recursos públicos federais. A mudança foi encaminhada à Casa Civil e será discutida no Congresso Nacional.
O MPF também solicitou que o Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informem as ações que têm adotado para prevenir e enfrentar o racismo no futebol.
Com informações do Bahia.Ba.