O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos, mesmo diante de juros elevados. Segundo dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foram lançadas 453.005 unidades residenciais, um crescimento de 10,6% em relação a 2024. As vendas também avançaram, somando 426.260 unidades, alta de 5,4% no período.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi o principal motor desse desempenho. No quarto trimestre, respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas, consolidando-se como pilar do setor. Ao longo do ano, foram lançadas 224.842 unidades pelo programa, crescimento de 13,5%, enquanto as vendas atingiram 196.876 unidades, avanço de 15,9%.
Em valores, o setor registrou um Valor Geral de Lançamentos (VGL) de R$ 292,3 bilhões e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 264,2 bilhões. A oferta de imóveis também cresceu 8%, encerrando 2025 com 347.013 unidades disponíveis.
Mesmo com a taxa Selic em 15% ao ano, incorporadoras mantiveram o ritmo de lançamentos, sustentadas pela demanda. “As vendas também atingiram recordes, com a curva apontando para cima, o que mostra a resiliência do mercado imobiliário”, afirmou Celso Petrucci, conselheiro da CBIC.
As perspectivas para 2026 são positivas. A expectativa de cortes na taxa básica de juros deve reduzir o custo do crédito imobiliário, favorecendo novas contratações. Além disso, o governo estabeleceu a meta de contratar 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida até o fim do ano, sinalizando manutenção do ritmo elevado no segmento.
Com intenção de compra elevada, 50% dos entrevistados afirmaram querer adquirir um imóvel nos próximos dois anos, e a perspectiva de melhora nas condições de crédito, o setor imobiliário deve seguir aquecido em 2026.
Com informações do G1.