O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentou nesta terça-feira (10) um atestado médico assinado por uma psiquiatra solicitando licença de 90 dias. A medida ocorre em meio às investigações de importunação sexual contra o magistrado, que já estava afastado desde 5 de fevereiro por licença médica.

Foto: José Alberto/STJ
Na segunda-feira (9), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu uma nova denúncia contra Buzzi, além do caso já em apuração envolvendo uma jovem de 18 anos. A Corregedoria do CNJ informou que abriu reclamação disciplinar para apurar os novos fatos, mantendo o processo em sigilo para preservar as partes envolvidas.
Em carta enviada aos colegas do STJ, Buzzi negou as acusações e afirmou confiar que demonstrará sua inocência. “Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência”, escreveu o ministro. Ele destacou sua trajetória profissional e pessoal como elemento de coerência biográfica e pediu cautela na análise das denúncias.
O caso da jovem de 18 anos foi registrado na Polícia Civil de São Paulo e encaminhado ao CNJ e ao Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do foro privilegiado do ministro. A jovem relatou ter sido assediada no mar, em Balneário Camboriú (SC), durante viagem com a família.
A defesa da jovem afirma aguardar rigor nas apurações. Já Buzzi, em nota, repudiou “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”. O caso segue sendo investigado como importunação sexual, crime que prevê pena de 1 a 5 anos de prisão.
O STJ deve se manifestar após reunião extraordinária convocada para esta terça-feira, que tratará das denúncias contra o magistrado.
Com informações do G1.