O maratonista baiano Emerson Pinheiro, de 29 anos, viveu um dos momentos mais difíceis de sua vida após ser atropelado durante um treino coletivo na orla da Pituba, em Salvador, na manhã de sábado, 16 de agosto de 2025. O acidente, causado por um motorista em alta velocidade, resultou na amputação de sua perna direita, além de outras fraturas graves. Emerson foi levado às pressas para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia e ficou internado em estado grave na UTI.

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Na noite de domingo (17), após ser extubado, Emerson acordou e uma de suas primeiras reações foi perguntar sobre sua perna. Segundo relato de um amigo próximo, o atleta questionou diretamente à enfermeira: “Estou sem minha perna? Pode falar a verdade.” A equipe médica, com autorização da família, confirmou a amputação. Ainda sob efeito de medicamentos, Emerson demonstrou tristeza e confusão, mas também força: já na manhã seguinte, alimentou-se e mencionou o desejo de voltar a correr com o auxílio de uma prótese.
Empresas especializadas já estão entrando em contato para viabilizar essa alternativa, e o atleta receberá acompanhamento psicológico especializado para lidar com o trauma. Seu estado de saúde é considerado estável.
A advogada da família, Losângela Passos, anunciou que pretende entrar com uma ação judicial para que o motorista responsável pelo atropelamento, Cleydson Cardoso Costa Filho, arque com os custos do tratamento. Cleydson teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia. Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia, há provas contundentes da materialidade do crime, incluindo boletim de ocorrência, depoimentos, imagens do local e relatório médico do HGE. O motorista já possui outras três infrações por excesso de velocidade registradas pela Transalvador.
O acidente ocorreu nas imediações da Igreja Nossa Senhora da Luz, e a cena foi descrita como aterrorizante por testemunhas. O carro atingiu Emerson, um poste e uma barraca, provocando fratura exposta extensa no membro inferior direito, além de outras fraturas no fêmur e platô tibial. A violência do impacto chocou os companheiros de corrida, que estavam treinando para uma maratona internacional.
Apesar da tragédia, Emerson Pinheiro demonstra resiliência e esperança. Seu desejo de voltar às pistas, mesmo diante da perda, inspira e mobiliza apoio de toda a comunidade esportiva.
Com informações do Correio da Bahia.