O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (12) que deseja a exploração de petróleo na Margem Equatorial do Amapá, mas destacou que o processo deve ser precedido por pesquisas detalhadas. Durante entrevista a uma rádio local, ele explicou que a Petrobras precisa de autorização para iniciar os estudos na região.

Foto: Reprodução/ CanalGov
Diálogo com o Ibama
Lula informou que uma reunião entre a Casa Civil e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está prevista para a próxima semana, com o objetivo de avaliar a viabilidade da exploração. O presidente criticou a demora na liberação das pesquisas e ressaltou a experiência da Petrobras em águas profundas:
“O que não dá é para a gente ficar nesse ‘lenga-lenga’. O Ibama é um órgão do governo, parecendo que é um órgão contra o governo. […] A Petrobras é uma empresa responsável, tem a maior experiência de exploração em águas profundas, vamos cumprir todos os ritos necessários para que não cause nenhum estrago na natureza.”
Investimentos e impactos ambientais
A Margem Equatorial é uma das principais apostas da Petrobras, que planeja investir US$ 3,1 bilhões na perfuração de 16 poços entre 2024 e 2028. O foco inicial é na Foz do Amazonas, onde a estatal pretende explorar petróleo a 170 km da costa do Amapá e a quase 3 mil metros de profundidade.
Apesar do potencial econômico, ambientalistas alertam para os riscos à fauna e à flora locais, além do impacto sobre comunidades da região. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defende a exploração e já discutiu o tema com Lula.
Por enquanto, o Ibama segue analisando o pedido da Petrobras, sem previsão para um parecer final.
Com informações do G1.