Durante uma reunião dos sherpas do Brics, realizada em Brasília nesta quarta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a sabotagem à Organização Mundial da Saúde (OMS) e destacou a necessidade de um tratado internacional para a saúde pública. Lula ressaltou que a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19 evidenciou a urgência de fortalecer a OMS, a fim de garantir um acesso equitativo a vacinas e medicamentos no mundo todo.

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
O presidente afirmou que a falta de consenso em torno do Tratado de Pandemias, mesmo após situações de emergência sanitária, revela a falta de união global diante de ameaças graves. “Minar o trabalho da OMS é um erro de grandes consequências. Reforçar a estrutura global de saúde, com a OMS no centro, é essencial para assegurar o acesso justo a medicamentos e vacinas, fundamentais para o desenvolvimento sustentável dos países”, destacou.
Lula também criticou a atitude de governos que adotam uma abordagem baseada na “lei do mais forte”, argumentando que isso coloca em risco a estabilidade global. Para o presidente, a busca por soluções por meio da força compromete os compromissos coletivos da humanidade, e apenas o multilateralismo pode garantir estabilidade e cooperação entre as nações.
A reunião dos sherpas do Brics, que teve como foco temas como saúde global, mudanças climáticas, comércio, finanças e inteligência artificial, ocorre no contexto da preparação para a Cúpula de Líderes do Brics, marcada para julho no Rio de Janeiro. Durante o encontro, o embaixador Maurício Carvalho Lyrio, sherpa do Brasil, presidiu os debates, com a participação de representantes de países membros e novos integrantes do bloco, como Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.
Lula reforçou o compromisso do Brasil com a liderança do Brics até 2025, com o lema “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”.
Com informações do Bahia.Ba.