A defesa de Léo Índio, primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele está em Puerto Iguazú, na fronteira da Argentina com o Brasil. A informação foi enviada em cumprimento à determinação do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou esclarecimentos após Léo Índio afirmar, em vídeo, que está no país vizinho há mais de 20 dias.

Foto: Divulgação.
Permissão provisória
Léo Índio possui uma permissão provisória válida até 4 de junho, que lhe permite trabalhar, acessar serviços públicos e estudar na cidade argentina. Apesar de ser réu em um processo penal no STF, ele não está proibido de deixar o Brasil, mas enfrenta outras medidas cautelares, como bloqueio de contas bancárias e perfis nas redes sociais.
Denúncia e receios
O processo contra Léo Índio está relacionado aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ele é acusado de crimes como tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público. Em vídeo divulgado recentemente, Léo Índio expressou receio de ser preso ao renovar sua permissão na Argentina e criticou partidos de direita e o presidente da Câmara, Hugo Motta, por não priorizarem o projeto de anistia aos apoiadores de Bolsonaro.
Contexto político
A situação de Léo Índio ocorre em meio a um cenário de tensão política, com o STF tornando Jair Bolsonaro e outros aliados réus por tentativa de golpe. O caso reflete os desdobramentos das ações antidemocráticas que marcaram o início de 2023 e continua a gerar debates sobre segurança jurídica e política no Brasil.
Com informações do G1.