A Justiça negou o pedido de soltura de Bruno Borges França, ex-assessor do deputado estadual Binho Galinha (PRD), preso preventivamente desde 6 de março de 2024, no contexto da Operação El Patron. A decisão foi tomada pelo desembargador Baltazar Miranda Saraiva, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que rejeitou o pedido liminar feito pela defesa de França.

Foto: Assessoria/Binho Galinha.
França é acusado de ser operador financeiro de um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada. A defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por domiciliar, alegando excesso de prazo na instrução processual e destacando que o investigado seria o único responsável por um filho menor de 12 anos.
No entanto, o desembargador entendeu que o caso requer mais informações antes de uma deliberação colegiada. A investigação do Ministério Público da Bahia aponta que Binho Galinha seria chefe de uma milícia em Feira de Santana, a cerca de 109 km de Salvador.
Bruno Borges França exerceu o cargo de assessor do deputado entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, sendo exonerado após o início das investigações da Polícia Federal. Ele foi preso em Feira de Santana, após estar foragido desde dezembro de 2023.
A decisão judicial determinou o cumprimento imediato em segunda instância, e a defesa do ex-assessor deve recorrer da decisão.
Com informações do Bahia.Ba.