A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou, nesta quinta-feira (1º), que a Justiça Eleitoral de Roraima suspendeu as investigações contra o presidente da entidade, Samir Xaud. A decisão foi emitida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que considerou a ausência de “elementos concretos” que pudessem ligar o dirigente a supostos crimes eleitorais.

Na decisão, o vice-presidente do TRE-RR destacou que “não restaram demonstrados elementos concretos de autoria e materialidade delitiva capazes de associar a participação do paciente na prática de crime eleitoral”. O magistrado também classificou a busca e apreensão contra Xaud como “grave constrangimento ilegal”, julgando a medida desproporcional.
A suspensão da investigação ocorre um dia após a Polícia Federal (PF) ter cumprido mandados de busca e apreensão contra o presidente da CBF. A ação faz parte da Operação Caixa Preta, que apura crimes eleitorais nas eleições municipais de 2024 em Roraima. Além de Xaud, a deputada federal Helena da Asatur (MDB) e seu marido, o empresário Renildo Lima, também foram alvos da operação.
A operação incluiu diligências na residência de Samir Xaud, em Roraima, e na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Em um total de dez mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral, sete foram cumpridos em Boa Vista. Em nota, Xaud afirmou: “Sei de onde eu vim, sei quem eu sou e mantive a tranquilidade nos últimos dias, apesar da injustiça cometida e da grave exposição negativa da minha imagem. Seguirei trabalhando com foco, fé e honestidade em prol do futebol brasileiro”.