O Itaú Unibanco encerrou as atividades de mais uma agência em Salvador, localizada na Avenida Afrânio Peixoto, no bairro de Paripe. A decisão, que gerou protestos de funcionários e moradores, afeta diretamente cerca de 24 mil clientes, que agora serão atendidos na unidade da Calçada, situada a aproximadamente 14 quilômetros de distância.

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A agência funcionou pela última vez na quarta-feira (6). No dia anterior, bancários realizaram uma manifestação em frente ao local, pedindo a manutenção dos serviços. Segundo relatos, muitos correntistas não foram informados previamente sobre o fechamento, e não havia aviso na entrada da unidade.
De acordo com Luciana Dória, diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, o banco atendia uma população com acesso limitado aos serviços digitais, o que torna o atendimento presencial ainda essencial. A unidade de Paripe contava com 22 mil correntistas e cerca de 2 mil beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), abrangendo toda a região do Subúrbio Ferroviário, que possui mais de 280 mil habitantes.
Nos últimos cinco anos, o Itaú encerrou 70 agências na Bahia. Em Salvador, unidades nos bairros Caminho das Árvores, Brotas e Imbuí também foram desativadas, gerando mobilizações de funcionários e clientes. No interior do estado, cidades como Cruz das Almas também registraram protestos contra o fechamento de agências bancárias.
A redução da rede física tem gerado impactos significativos, especialmente em localidades onde o acesso à internet e à tecnologia é limitado. Em alguns casos, moradores precisam se deslocar mais de 60 quilômetros para realizar operações bancárias presenciais.
Em nota, o Itaú afirmou que está transformando sua estratégia de varejo para oferecer uma experiência digital mais fluida e personalizada. Segundo o banco, 97% das transações de pessoas físicas já ocorrem por canais digitais, e o superapp tem se consolidado como ferramenta de gestão financeira. A instituição também destacou que a rede física continuará existindo, mas com foco consultivo e especializado, voltado para perfis específicos de clientes.
A medida, no entanto, levanta debates sobre inclusão financeira e o papel dos bancos em garantir acesso universal aos serviços, especialmente em regiões periféricas e com menor infraestrutura digital.
Com informações do Correio da Bahia.