Investigação na Argentina revela detalhes chocantes sobre tortura e assassinato de três jovens transmitidos em live por traficantes

As autoridades argentinas avançaram nas investigações sobre o brutal assassinato de Brenda Castillo (20), Morena Verri (20) e Lara Gutiérrez (15), cujas mortes foram transmitidas ao vivo para um grupo restrito de cerca de 45 cúmplices. O crime, que chocou o país, foi classificado como um acerto de contas ordenado por um traficante peruano foragido, líder de uma quadrilha que atua na favela 1-11-14, na periferia sul de Buenos Aires.

Foto: Divulgação.

Segundo o secretário de Segurança de Buenos Aires, Javier Alonso, durante a transmissão, um dos líderes declarou: “Isso acontece com quem rouba minhas drogas”. A principal hipótese é que uma das vítimas teria se apropriado de um quilo de cocaína e US$ 70 mil pertencentes ao grupo criminoso.

Detalhes do crime

Os corpos das jovens foram encontrados desmembrados em uma casa vinculada à organização criminosa. Os restos mortais estavam escondidos no subsolo, dois deles em sacos de lixo. Laudos apontam sinais de extrema violência: Lara teve dedos e orelha amputados antes de ser degolada; Brenda foi esfaqueada no pescoço e morta com um golpe que esmagou seu rosto; Morena teve o pescoço quebrado após espancamento.

Desaparecimento e rastreamento

As jovens desapareceram em 19 de setembro, após saírem de La Tablada, bairro carente de La Matanza. A última localização dos celulares foi registrada em Florencio Varela. Investigadores rastrearam uma picape Chevrolet Tracker branca, com placas clonadas e histórico de roubo, usada para transportar as vítimas.

Prisões e investigação

Até o momento, 12 pessoas foram presas, incluindo os responsáveis pela limpeza do local do crime e os proprietários do imóvel. Entre os detidos estão cidadãos peruanos e argentinos, com idades entre 18 e 28 anos. A polícia segue investigando o envolvimento de outros suspeitos e o papel de cada um na execução e transmissão do crime, que permanece sob segredo de Justiça.

O caso reacende o debate sobre o poder das facções criminosas na região metropolitana de Buenos Aires e a vulnerabilidade de jovens em situação de risco social. As autoridades prometem intensificar as ações contra o tráfico e garantir justiça às vítimas.

Com informações do Correio da Bahia.

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