Internações de adolescentes por fimose no SUS aumentam mais de 80% em uma década

O número de internações de adolescentes por fimose, parafimose e prepúcio redundante no Sistema Único de Saúde (SUS) registrou crescimento de 81,58% entre 2015 e 2024. Os casos passaram de 10,6 mil para 19,3 mil nesse período, totalizando mais de 130,7 mil hospitalizações, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia baseado em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

A faixa etária que apresentou maior avanço foi a de 10 a 14 anos, com aumento de 87,7%. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, a alta foi de 70%. A fimose é caracterizada pela dificuldade ou impossibilidade de retração do prepúcio; já a parafimose ocorre quando o prepúcio fica preso atrás da glande, provocando dor e inchaço. No caso do prepúcio redundante, apesar de permitir a retração, o excesso de pele pode favorecer infecções.

Especialistas apontam que a baixa procura dos meninos por atendimento médico pode estar entre as causas do crescimento das internações. Dados do Ministério da Saúde de 2022 mostram que adolescentes do sexo feminino, entre 12 e 19 anos, consultam médicos 2,5 vezes mais que os meninos. A diferença é ainda mais significativa em consultas ginecológicas em comparação às urológicas, sendo 18 vezes maior entre as meninas.

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