Impasses diplomáticos entre Brasil e Paraguai afetam negociações de Itaipu

O atrito entre Brasil e Paraguai sobre a usina de Itaipu ganhou destaque após revelações de espionagem realizadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Depoimentos à Polícia Federal indicam que a Abin teria conduzido ataques hackers contra sistemas paraguaios para acessar informações sigilosas relacionadas às negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu.

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional – Divulgação

A operação, iniciada durante o governo Bolsonaro, continuou nos primeiros meses da gestão Lula, sendo encerrada em março de 2023. As ações incluíram a utilização de ferramentas como Cobalt Strike para invadir sistemas do Congresso e da Presidência do Paraguai, operando a partir de servidores no Panamá e Chile.

O foco era o Anexo C, que estabelece diretrizes financeiras e de comercialização da energia gerada pela usina. Após 50 anos, suas cláusulas estão sendo revisadas, com o Paraguai buscando autonomia para vender excedentes de energia e o Brasil priorizando mudanças nas regras de compra pelas distribuidoras.

O governo Lula negou a continuidade das operações, esclarecendo que a prática foi iniciada anteriormente. No entanto, o Paraguai suspendeu as negociações e convocou o embaixador brasileiro para explicações formais. O caso segue gerando tensão diplomática entre os países.

Com informações do G1.

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