Hamas aceita proposta de cessar-fogo enquanto Israel aprova ocupação da Cidade de Gaza

Em um movimento que pode representar um ponto de inflexão no conflito entre Israel e Hamas, o grupo palestino anunciou nesta segunda-feira, 18 de agosto de 2025, que aceitou uma proposta de cessar-fogo mediada por Egito e Catar. A proposta prevê a suspensão das operações militares na Faixa de Gaza por um período de 60 dias, além da troca de metade dos reféns israelenses mantidos em Gaza por prisioneiros palestinos. A informação foi confirmada por Basem Naim, alto funcionário do Hamas, por meio de publicação nas redes sociais.

Foto: Dawoud Abu Alkas/ Reuters

Segundo fontes egípcias ouvidas pela agência Reuters, o plano é considerado um caminho viável para alcançar um acordo abrangente que possa encerrar a guerra, que já se estende por quase dois anos. A proposta é praticamente idêntica àquela apresentada anteriormente pelo enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e que já havia recebido aprovação por parte de Israel. No entanto, até o momento, o governo israelense não se pronunciou oficialmente sobre a nova aceitação do Hamas.

Paralelamente ao anúncio do cessar-fogo, o Exército israelense aprovou um plano de ofensiva que prevê a ocupação da Cidade de Gaza, a mais populosa da Faixa. A decisão foi tomada após aprovação do Executivo liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, apesar da resistência inicial das Forças Armadas. O comandante do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, declarou ser contrário à expansão da ofensiva, mas afirmou que cumprirá as ordens do governo.

A nova ofensiva israelense ocorre em meio a crescentes críticas da comunidade internacional. Diversos países, incluindo Alemanha, França, Reino Unido e Espanha, condenaram a escalada militar e alertaram para os riscos humanitários, como a fome e o colapso dos serviços básicos em Gaza. A morte de seis jornalistas, cinco deles da rede Al Jazeera, durante os bombardeios, gerou forte condenação por parte da ONU e de governos ao redor do mundo.

Desde o início do conflito, em outubro de 2023, mais de 61.500 palestinos foram mortos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU. O ataque inicial do Hamas, que desencadeou a guerra, resultou na morte de 1.219 pessoas, conforme balanço da agência AFP.

Diante desse cenário, a aceitação da proposta de cessar-fogo pelo Hamas representa uma oportunidade concreta para a redução das hostilidades e para a retomada de negociações diplomáticas. No entanto, a continuidade das ações militares por parte de Israel e a ausência de um posicionamento oficial sobre o acordo podem comprometer os esforços de paz e prolongar ainda mais o sofrimento da população civil.

Com informações do G1.

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