Líderes governistas estão elaborando um dossiê que conecta o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro a descontos fraudulentos aplicados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Principais pontos do dossiê
- O governo Bolsonaro teria permitido que associações não validassem descontos, adiando essa checagem para 2023, o que teria mantido as fraudes no sistema previdenciário.
- Um organograma elaborado por técnicos governistas liga assessores da Secretaria de Previdência e do INSS à criação de associações investigadas pela Polícia Federal (PF).
- A Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), que tinha apenas três filiados em 2021, saltou para 600 mil membros, aumentando seu faturamento de R$ 135 para R$ 30 milhões por mês.
Investigação e possível CPMI
O dossiê pode ser usado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, caso seja instalada. O governo tenta evitar a criação da comissão, retirando assinaturas de deputados aliados.
A oposição, por sua vez, nega que Bolsonaro tenha barrado a validação dos descontos, alegando que a suspensão foi incluída por emenda de parlamentares do PDT e PSB, mas que contou com apoio da base bolsonarista na votação da MP 871, que prometia combater fraudes previdenciárias.
Com informações do G1.