O governo federal anunciou nesta terça-feira (18) a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) para R$ 5 mil. A medida, apresentada em cerimônia no Palácio do Planalto, é vista como uma tentativa de melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrenta críticas recentes devido ao aumento no custo de vida e polêmicas sobre a fiscalização do PIX.

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A proposta, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, tem previsão para entrar em vigor em 2026. Segundo estimativas da equipe econômica, cerca de 10 milhões de brasileiros deixarão de pagar o imposto com a nova faixa de isenção.
Impactos e compensações
A ampliação da isenção do IR beneficia principalmente a classe média, mas também gera desafios fiscais. Para compensar a perda de arrecadação, estimada em R$ 27 bilhões, o governo planeja aumentar a tributação sobre os mais ricos, incluindo uma alíquota adicional para rendas acima de R$ 50 mil mensais. A taxação pode chegar a 10% para quem ganha mais de R$ 1 milhão por ano.
Especialistas apontam que a medida pode aliviar a carga tributária de trabalhadores, mas também destacam a necessidade de equilíbrio fiscal. Analistas sugerem que os recursos arrecadados com a taxação dos mais ricos poderiam ser direcionados para reduzir o déficit público ou investir em áreas prioritárias, como saúde e educação.
Tramitação no Congresso
A proposta conta com apoio de parte da oposição, mas enfrenta resistência em relação à taxação dos mais ricos. Líderes políticos argumentam que o Brasil já possui uma alta carga tributária e que o aumento de impostos pode desestimular investimentos.
Apesar disso, a expectativa do governo é de que a ampliação da faixa de isenção seja aprovada sem grandes entraves, dada sua popularidade entre a classe média e o impacto positivo esperado na economia.
Com informações do G1.