Após a confirmação da primeira morte suspeita por intoxicação por metanol na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) se pronunciou em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3). O caso envolve um homem de 56 anos, identificado como Marcos Evandro Santana da Costa, que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Queimadinha, em Feira de Santana, e faleceu na madrugada.

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Rodrigues pediu cautela à população e reforçou que os exames que poderão confirmar a presença de metanol no organismo da vítima ainda estão em andamento, com prazo de até sete dias para conclusão. “Estamos conversando com a Prefeitura e com o Ministério da Saúde. Espero que a população não entre em desespero e que não divulgue informações que não sejam comprovadas pela Vigilância Sanitária”, afirmou.
O governador também negou que haja casos suspeitos em Salvador, apesar de um anúncio anterior ter sugerido o contrário. “Já está totalmente descartada essa possibilidade. Vamos analisar esse caso e pedir prudência. Não podemos dizer às pessoas que bebam ou não, mas podemos pedir cautela”, completou.
A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador segue realizando inspeções em pontos de venda de bebidas alcoólicas para identificar possíveis irregularidades. Enquanto isso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia (CIATox-BA) divulgou uma nota técnica alertando profissionais da saúde sobre os sintomas de intoxicação por metanol, que incluem dor abdominal, náusea, vômito e sensação prolongada de embriaguez.
O diretor do CIATox, Jucelino Nery, orienta que os consumidores priorizem estabelecimentos confiáveis e verifiquem o lacre e a procedência das bebidas. “O metanol não é identificado visualmente nem pelo cheiro, o que dificulta muito. Por isso, é fundamental saber a origem do produto”, alertou.
O metanol é um álcool utilizado na indústria química e altamente tóxico quando ingerido. Casos recentes de intoxicação têm sido registrados em diferentes estados brasileiros, com foco em bebidas destiladas adulteradas. A recomendação das autoridades é clara: evitar o consumo de produtos sem garantia de origem e buscar atendimento médico imediato em caso de sintomas suspeitos.
Com informações do Correio da Bahia.